quarta-feira, 21 de novembro de 2012

21/11/2012 15h43 - Atualizado em 21/11/2012 19h11 Advogado da mãe de Eliza diz ter fechado acordo com Macarrão José Arteiro atua como assistente de acusação durante o júri em Contagem. Ele afirmou que ofereceu proteção e redução de pena.

O advogado José Arteiro Cavalcante Lima, que representa a mãe de Eliza Samudio, disse nesta quarta-feira (21) ter fechado um acordo com o réu Luiz Henrique Ferreira Romão, de apelido Macarrão. "O Macarrão vai confessar tudo, a parte dele, do Bruno e do Bola", disse. O defensor atua como assistente de acusação no júri popular sobre o desaparecimento e morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Lima afirmou que, em troca, ofereceu proteção a Macarrão e redução de pena. "Para ele vai ser muito bom", disse o advogado.

O júri popular do caso Eliza Samudio começou nesta segunda-feira (19) com cinco réus no Fórum de Contagem, mas três deles vão a júri posteriormente, após a juíza determinar desmembramento: o goleiro Bruno Fernandes, a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. A sessão está prevista para março de 2013. Os réus Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, e Macarrão, continuam sendo julgados.

Perguntado por jornalistas sobre o assunto da longa conversa que teve com Macarrão dentro do tribunal, Lima respondeu que não tem nada para esconder. "Na verdade, eu fiz uma proposta pra ele [Macarrão], porque ele foi abandonado. Essas alturas o Bruno tá aí com 50 advogados e ele só está com um. A proposta é que ele abra a bronca toda, fala onde é que tá o corpo, sobre o Bruno, que o Bruno tem a participação, foi o Bruno que mandou”, disse.
Lima ainda assegurou que Macarrão  não agiu sozinho. "Não quero ver o Macarrão preso numa coisa que ele não mandou fazer, entendeu. Que ele foi apenas, como disse ele, o jagunço", afirmou. O assistente de acusação explicou que propôs ajuda para que Macarrão não corra nenhum tipo de risco e disse que vai “requerer da Justiça que dê proteção” ao preso. Macarrão está detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele é julgado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado e ocultação de cadáver.
Procurado pelo G1, a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) explicou que a confissão é considerada atenuante, mas não cabe ao advogado negociar a redução de pena, já que esta é determinada pela juíza quando o corpo de jurados decide pela condenação. O ato de confessar o crime favorece o acusado, segundo o professor de direito penal da PUC Minas Marcelo Peixoto. "Está previsto no Código Penal, é um atenuante da pena. Então, se um acusado confessa um crime, necessariamente, o juiz deve atenuar sua pena por ter confessado o crime”, disse.
Quanto à inclusão em programas de proteção, o pedido deve ser encaminhado à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), mas o órgão esclarece que não é feita a inclusão de réus presos. O acusado pode requerer se estiver em liberdade.
Júri de Bruno é adiado
O julgamento do goleiro Bruno foi desmembrado e adiado para 4 de março de 2013, segundo decisão da juíza Marixa Fabiane, anunciada nesta quarta. O goleiro foi retirado do plenário para ser levado novamente para a penitenciária Nelson Hungria. O júri continua para dois outros réus no processo de cárcere privado e morte de Eliza: Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro.
Inicialmente, a juíza havia anunciado que o novo júri ocorreria em janeiro. Mas ela afirmou, depois, que há dificuldade para conseguir jurados para compor o Conselho de Sentença neste mês, e que fevereiro tem poucos dias, em razão do Carnaval.
O adiamento foi concedido pela juíza a pedido da defesa de Bruno. O advogado Francisco Simim, que defendia o goleiro, apresentou um documento transferindo seus poderes a outro defensor, Lúcio Adolfo. Chamado de substabelecimento sem reserva de poderes, o documento pediu a substituição de Simim por Adolfo, que alegou não conhecer o processo para pedir o adiamento.
O corpo de defesa afirmou logo no início da sessão, por volta de 9h40, que o novo defensor precisa de prazo para ler o texto da ação. "Eu preciso de mais tempo para estudar esse processo", disse Adolfo no plenário.
Na terça-feira (20), o goleiro Bruno já havia tentado adiar o júri, com um pedido de destituição de seus advogados Rui Pimenta e Francisco Simim. A juíza Marixa aceitou o pedido de saída de Pimenta, após o jogador alegar que não se sentia seguro para continuar com ele, e negou o de Simim.
A juíza afirmou que "não obstante haver claras evidências de manobra, por outro lado também é verdade que o documento que foi apresentado a mim foi de substabelecimento", justificando sua decisão. "Estou acolhendo o pedido da defesa para conceder ao advogado prazo para o conhecimento do processo", disse ela.
O promotor Castro afirmou que o pedido dos advogados de Bruno foi uma manobra para adiar o júri e que eles atentam "contra quem quer trabalhar". O Código Penal, lembrado pelo promotor, prevê multa de dez a 100 salários mínimos por abandono de processo que não for por motivo imperioso.
Castro criticou a medida adotada pela defesa do goleiro em plenário. "Algumas das defesas, sob a capa da astúcia e da bravata, só manobram", disse. O promotor pediu ainda que os advogados "dignifiquem a advocacia" e "respeitem a Justiça".
Para o novo advogado de Bruno, a ação não foi uma manobra. "Eu tomei conhecimento do processo hoje, a juíza autorizou que eu pegasse uma cópia do processo. Vou me dedicar e vou me preparar para uma defesa que vá de encontro com as necessidades" do goleiro, disse ele.
Questionado pelos jornalistas, Adolfo perguntou: "Vocês acham que neste ambiente tenso é possível se fazer um julgamento justo?", referindo-se ao júri instalado desde segunda-feira.
Para ler mais sobre o Caso Eliza Samudio, clique em g1.globo.com/minas-gerais/julgamento-do-caso-eliza-samudio/. Siga também o julgamento no Twitter e porRSS.

domingo, 18 de novembro de 2012

CERCA DE MIL BRASILEIROS ESTAO EM AREA DE RISCO


Cerca de mil brasileiros estão em área de risco
DE SÃO PAULODE JERUSALÉM
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, dos 10 mil brasileiros que vivem hoje em Israel, menos de mil se encontram nas áreas próximas à faixa de Gaza.
A região é considerada de risco por ser alvo dos ataques de foguetes disparados pelo Hamas.
O Itamaraty diz que a embaixada em Tel Aviv mantém contato por telefone com os brasileiros em área de risco -muitos deles vivem no kibutz Bror Chail, que o chanceler Antonio Patriota visitou em outubro.
"Há 50 famílias de brasileiros vivendo em torno de Gaza. Oferecemos um albergue em Tel Aviv. Ninguém até agora se dispôs a deixar sua casa", disse o conselheiro Roberto Parente, cônsul em Tel Aviv.
A missão entrou em contato com brasileiros que moram fora da área de risco, pedindo que recebam em casa cidadãos do país que residem perto de Gaza.
O paulista Nathan Galkovitz, morador de Bror Chail, disse à Folha que os moradores do kibutz estão em alerta em razão dos ataques. "Ninguém sai de casa. Na noite passada fomos acordados às 3h por uma sirene", afirmou Galkovitz, cuja filha foi morta em 2005 após ser atingida por um foguete vindo de Gaza.
O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, lamentou a situação dos moradores do kibutz e defendeu a ação israelense.
"Há anos os membros desse kibutz são vítimas dos bombardeios diários do Hamas", disse Eldad, que divergiu da estimativa do Itamaraty, afirmando que cerca de 5 mil brasileiros vivem na região.
"A população israelense está debaixo de uma chuva de foguetes e Israel precisa fazer algo para proteger seus cidadãos."
O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben, diz que também há brasileiros em Gaza, e que os ataques de Israel ameaçam "todos que estão na região".

Israel destrói sede do governo em Gaza; Egito tenta um cessar-fogo


Israel destrói sede do governo em Gaza; Egito tenta um cessar-fogo
Governo israelense coloca 75 mil reservistas de sobreaviso para possível operação por terra
Ao menos 42 palestinos e três israelenses morreram desde o início da ofensiva, na última quarta-feira
MARCELO NINIODE JERUSALÉM
A aviação israelense ampliou ontem sua ofensiva na faixa de Gaza com ataques ao quartel-general do grupo islâmico Hamas, em meio aos esforços do Egito para obter um cessar-fogo.
Entre os prédios destruídos por Israel, está o escritório do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, onde ele recebera na sexta-feira o premiê egípcio, Hisham Qandil.
Ao menos 42 palestinos e três israelenses morreram desde o início da ofensiva, na quarta. Israel colocou 75 mil reservistas de sobreaviso para possível ação terrestre.
Na noite de ontem, o presidente do Egito, Mohamed Mursi, disse que seu governo estava em contato com israelenses e palestinos e que um cessar-fogo poderia ser declarado "em breve".
O governo israelense admitiu que havia negociações em curso sob mediação dos egípcios. O premiê, Binyamin Netanyahu, teria dito a líderes estrangeiros estar pronto para um cessar-fogo se o Hamas concordasse em parar com os lançamentos de foguetes, segundo o jornal "Haaretz".
De acordo com a imprensa israelense, a condição do Hamas é que Israel se comprometa a suspender as execuções de líderes do grupo no futuro. O governo israelense, segundo os relatos, rejeitou.
Ontem, o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, subiu o tom das declarações e disse que, se entrar em Gaza, o Exército "tem que ir até o fim". Já o ministro do Interior, Eli Yishai, afirmou, segundo a imprensa israelense, que a operação visa "mandar Gaza de volta à Idade Média".
Gaza viveu o quarto dia de forte bombardeio, que deixou as ruas desertas e o comércio fechado, sob o impacto frequente dos mísseis. O Exército israelense disse que mais de 200 alvos foram atacados, incluindo túneis usados para contrabando na fronteira egípcia, depósitos de armas e 120 lançadores de foguetes.
Batizada em hebraico de "Coluna de Nuvem", nome inspirado em passagem do Antigo Testamento, a ofensiva de Israel é a maior em Gaza desde a guerra de 2008-09, que durou 22 dias e terminou com 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos.
O objetivo da operação é atingir a capacidade militar do Hamas e restaurar a paz no sul do país, que, nas últimas semanas, foi atingida por centenas de foguetes, sustenta o governo de Israel.
Já o Hamas e outros grupos islâmicos prometeram continuar a responder com foguetes à "agressão sionista". Ontem, o sul de Israel continuou sob o fogo da artilharia disparada a partir de Gaza.
Mais de 200 projéteis foram disparados em poucas horas. Um deles deixou cinco feridos ao atingir uma área residencial da cidade de Ashdod.
Embora Israel diga que seus ataques à infraestrutura do Hamas são "cirúrgicos", metade dos mortos em Gaza é de civis, incluindo oito crianças e uma grávida, segundo o grupo.
O Hamas voltou a mirar Tel Aviv, onde soou o alerta para proteção. Mas o foguete foi interceptado por Israel.
Nos últimos dias, Tel Aviv e Jerusalém foram alvo de ataques pela primeira vez em décadas, levando o Hamas a comemorar a mudança no equilíbrio estratégico a seu favor.
Desde o início da ofensiva, militantes palestinos já lançaram mais de 400 foguetes contra Israel, só 27 atingiram áreas urbanas. O sistema Domo de Ferro interceptou 240.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Africanos são suspeitos de roubo a posto de gasolina em Santa Inês


Africanos são suspeitos de roubo a posto de gasolina em Santa Inês

Os dois foram presos e liberados nesta quarta-feira (14), pela PRF.
Polícia investiga se os R$ 209 mil apreendidos são resultado de roubo.

A Polícia Federal informou que aguarda a documentação dos africanos para verificar a situação deles no país ou a apresentação deles para possível instauração de inquérito, em caso de crime de competência federal.
Os dois africanos, presos nesta quarta (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e liberados no mesmo dia, são os principais suspeitos de terem roubado dinheiro de um posto de gasolina, em Santa Inês.
Fodop Pierre e Bsenami viajavam em um táxi, em direção a São Luís, quando foram detidos no posto da PRF, em Itapecuru Mirim. Eles estavam com o equivalente a R$ 209 mil e disseram que o dinheiro seria utilizado na compra de cabelos, que seriam enviados para a França.
O inspetor da PRF que fez a apreensão chegou a levar os estrangeiros para a Delegacia de Itapecuru, mas eles acabaram sendo liberados por falta de provas. Segundo a policia, só depois da liberação é que chegou a informação de que os africanos poderiam ser suspeitos de ter levado o dinheiro de um posto de gasolina de propriedade do mesmo empresário que teria alugado um apartamento para os suspeitos, em Santa Inês.

Africanos são suspeitos de roubo a posto de gasolina em Santa Inês




MP denuncia prefeito eleito de Cipó

              DO BAHIA TODO DIA | 15/11/2012 | 15H20

O Ministério Público Estadual, por meio do promotor de Justiça Pablo Antônio Cordeiro Almeida, denunciou nas esferas cível e criminal o prefeito eleito de Cipó, a 241 km de Salvador, Romildo Ferreira dos Santos (PSD); o vice-prefeito eleito, Carlos Roberto Silva; o vereador eleito Vinícius Antônio Silva Santos; o ex-vereador Gilberto Onofre Gonçalves Anunciação; além dos candidatos não eleitos Anderson Fonseca Souza e Pedro Francisco dos Santos; dentre outras pessoas. Eles são acusados por compra de votos, coação de eleitores e destruição de propagandas eleitorais de adversários políticos.

De acordo com a denúncia, os 13 acusados integram uma quadrilha que utilizou o sisal para corromper eleitores, a chamada "Quadrilha do Fiapo". Caso a Justiça acate o pedido do MP, os candidatos eleitos podem ter seus registros cassados.

De acordo com o promotor Pablo Almeida, investigações realizadas pelo MP constataram que mais de 500 votos foram comprados pela quadrilha, que utilizava como moeda de troca a fibra do sisal resultante das sobras de tecidos da indústria têxtil. O material, conhecido como fiapo, é muito utilizado na cidade, sobretudo pela indústria moveleira e por artesãos. Cada eleitor corrompido recebia de 20 a 100 quilos de fibra e, além do fiapo, a quadrilha distribuía materiais de construção e dinheiro em espécie.

"Apuramos nas investigações que a prática já aconteceu em eleições anteriores, por isso descobrir essa quadrilha é tão importante", ressaltou o  promotor, acrescentando que, para comprovar os crimes, o MP requereu o cumprimento de mandados de busca e apreensão, que acabaram por apreender grande quantidade de fardos de fiapo. Dentre os eleitores surpreendidos com o material, alguns chegaram a confessar o crime.

A promotoria destaca ainda que, além do papel punitivo, as ações possuem um caráter eminentemente pedagógico, para desestimular outros candidatos em futuros pleitos de adotarem as mesmas práticas de corrupção eleitoral. Por fim, o promotor de Justiça ressaltou que quem vende seu voto também pratica crime, estando sujeito à mesma pena de quatro anos de prisão que se aplica aos que compram os votos. Com informações do MPE/BA

MP denuncia prefeito eleito de Cipó